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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de Setembro: como foi o dia que transformou os EUA

O maior atentado terrorista da história aconteceu numa manhã de terça-feira, um dia de céu aberto e temperatura amena em Nova York. A ilha de Manhattan, porém, transformou-se num inferno depois que um grupo de integrantes da rede Al Qaeda explodiu dois aviões contra as torres do World Trade Center. O 11 de setembro de 2001 foi contado da seguinte forma por VEJA, na sua edição número 1.718:

Em 19 de setembro de 2001: Este mundo nunca mais será o mesmo
Durante a maior parte da terça-feira passada, os assessores do presidente dos Estados Unidos acharam que ele não deveria retornar a Washington. Era perigoso demais. George W. Bush seria depois criticado por ter ziguezagueado entre bases militares em vez de retomar logo sua cadeira no coração do poder americano, a Casa Branca. O fato é que se temia outro ataque terrorista bem-sucedido, dessa vez à sede da Presidência. As implicações contidas na hesitação de Bush são tremendas. Mostram até que ponto o mundo mudou depois dos ataques às torres do World Trade Center e ao Pentágono. A alteração mais imediata diz respeito ao fim do mito da invulnerabilidade do território americano. O país mais poderoso do mundo viu ícones de sua identidade nacional ser alvejados com desconcertante facilidade. Por volta das 9 horas da manhã, dois aviões de passageiros seqüestrados puseram abaixo as torres gêmeas do World Trade Center, cujo destaque no horizonte de arranha-céus de Nova York simbolizava a supremacia econômica da superpotência. Um terceiro aparelho despencou sobre o Pentágono, sede do poder militar do império, nos arredores de Washington. Um quarto avião tomado por terroristas espatifou-se no solo em campo aberto, depois que passageiros enfrentaram os seqüestradores. "Foi um ato de guerra", definiu o presidente Bush. Tratou-se, de fato, de uma ofensiva terrorista em larga escala, sem similar na história, com milhares de mortos inocentes. Uma das primeiras coisas que se ouviram foi o clamor por revanche. Os americanos acham que é preciso dar o troco – mas contra quem?

Em 19 de setembro de 2001: A morte no fogo, num salto ou no desabamento
As torres gêmeas do World Trade Center foram construídas para resistir ao impacto de um Boeing. E resistiram. Não caíram quando os aviões entraram pelas janelas, numa manobra que revelou a enorme perícia de quem os pilotava. O modo como os terroristas acertaram os prédios dá indícios de um planejamento milimétrico. Na velocidade máxima, acima dos 800 quilômetros por hora, um grande avião empurra tamanha quantidade de ar a sua frente que é virtualmente impossível que acerte um paredão numa colisão frontal. Por isso eles voaram mais lentamente – calcula-se que a 450 quilômetros por hora – e optaram pela trajetória curva para chegar ao objetivo. No caso do Pentágono, em que não há imagens do momento do impacto, o problema é parecido. Descer uma aeronave de 115 toneladas numa pista de aeroporto exige combinar velocidade e aerodinâmica com equipamentos de precisão. Pousar sobre um alvo específico é quase uma loteria. Em todos os momentos, os extremistas mostraram o conhecimento de quem passou muito tempo num simulador de vôo, além de prática efetiva. Desligaram, por exemplo, os transponders que emitem sinais eletrônicos sobre a localização das aeronaves. Passaram também a voar em baixa altitude, fora do alcance dos radares. E, pelo menos num caso, foram eles que mandaram os passageiros ligar por celular para avisar do sequestro. Queriam publicidade máxima de seus atos e agiram como se tivessem antecipado o cenário que construiriam.

Em 19 de setembro de 2001: A morte pelo celular
Para um público sedento de notícias confortantes em meio à catástrofe, eles já estavam sendo chamados de ¿os heróis do vôo 93¿. Eram no mínimo três, homens altos e fortes, que decidiram atracar-se com os seqüestradores do Boeing 757 da United Airlines que havia decolado de Newark rumo a San Francisco. Não se sabe se conseguiram. Mas o avião foi o único que não chegou ao destino traçado pelos terroristas. Caiu em campo aberto, perto de Pittsburgh. O que aconteceu lá dentro, entre o início do seqüestro e a decisão desesperada de reagir, foi narrado num punhado de telefonemas dados por passageiros munidos de celular. As ligações choveram dos vários palcos da tragédia. Tanto a bordo dos aviões seqüestrados quanto nos prédios do World Trade Center e, mais tarde, de seus escombros, o telefone celular foi o elo possível, para um grupo de pessoas aterrorizadas, feridas, à espera da morte certa, com o mundo como ele era antes que mergulhassem no pesadelo. Alguns desses telefonemas forneceram o primeiro e dramático esboço do modo de agir dos terroristas. Na maior parte das vezes, porém, o celular foi unicamente o instrumento da despedida.

Em 19 de setembro de 2001: Brasileiros no topo do mundo
O paulistano Ivan Kyrillos Barbosa, administrador de empresas, 30 anos, estava no topo do mundo. Funcionário de uma corretora de valores no coração de Manhattan, morava num apartamento dentro de um belo condomínio do outro lado do Rio Hudson. Adorava o trabalho, que lhe rendia 10 000 dólares por mês, entre salário e bônus. Sua colega Anne Marie Sallerin Ferreira, engenheira química de formação, 29 anos, também estava realizando um sonho ao trabalhar com a elite globalizada do mundo financeiro. Com trajetórias tão bem-sucedidas, tinham pouco a ver com a maioria dos 300 000 brasileiros que buscam uma vida melhor em Nova York, geralmente em ocupações bem menos qualificadas. Ivan dava expediente no 105º andar da torre norte do World Trade Center, quase no topo do edifício. Anne Marie era uma de suas companheiras de trabalho na corretora Cantor Fitzgerald. Desde terça-feira, os dois, junto com a contadora Sandra Fajardo Smith, eram os brasileiros mais ansiosamente procurados por parentes e amigos numa lista que começou com cerca de trinta pessoas.Matéria vinculada na Internet, http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/internacional/11-de-setembro-como-foi-o-dia-que-transformou-os-eua/

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