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terça-feira, 16 de junho de 2015

RADIOAMADORISMO UM HOBBY NA UTI.

E D I T O R I A L
                                 Matéria vinculada no QTC da LABRE-CE 
Amigo Radioamador, este assunto já foi abordado varias vezes neste editorial, ele é de suma importância para nós verdadeiros radioamadores.
​                  Jones Cavalcante(PT7-RU), Radioamaror classe A. é uma preocupação.   

Infelizmente o nosso hobby, como venho dizendo nos últimos anos, esta caminhando a passos largos para seu extermínio. É verdade, o fiel da balança só esta pesando para um lado, hoje a grande maioria dos radioamadores pertencem a classe C, a classe B, que é o carro chefe do radioamadorismo esta agonizando, e para que isso não ocorra, acredito que a única saída real é tentarmos mudar as normas e regulamentos que o norteiam.
Aqui no nosso Cearazim, desde 2012, não temos exames para a classe "B", haja vista não existir telegrafista no quadro da ANATEL e segundo a legislação vigente a mesma não pode mais celebrar convenio com a LABRE, para cessão de telegrafistas.
Quando ingressei no radioamadorismo na década de setenta, a maioria das transmissões eram feitas em AM, praticamente na banda dos 40 metros, não havia transceptores e eram poucos os transmissores que tinham SSB, e não se conhecia o radio de VHF. A nossa estação por exemplo era composta por um radio transmissor caseiro, com bobinas para as bandas dos 80, 40 e 20 metros e um receptor italiano,  peças complexas do tamanho de um frigobar atual.
Veio a época do transistor, do micro processador, passou a existir o transceptor, o telefone sem fio, a televisão via satélite, veio a globalização das comunicações, surgiram as repetidoras de VHF, o hand-tock, apareceu o auto-petch o precursor do celular, os aparelhos com controle remoto e no inicio da década de noventa surgiu a revolução da eletrônica com a popularização do computador, surgindo essas novidades que hoje em dia estamos acostumado a usar: o radio de HF, VHF e UHF em um só aparelho, o celular, a TV de LED, MP3, MP4, CD, DVD, transmissões com áudio e vídeo, etc. etc.
​                                                                       Foto. Figurante 
Na década de setenta, no Brasil só existia telefone fixo e em algumas capitais. Os radioamadores de então eram figuras importantes para as comunicações, sendo considerado pelo governo federal, força de reserva do nosso exercito. Nessa época, a administração e coordenação dos exames de admissão para o radioamadorismo já era feito pelo Ministério das Comunicações, através do DENTEL, que veio a ser sucedido pela atual ANATEL.
Em 1970, existiam 03 classes de radioamadores tal como hoje em dia A, B e C e o acesso as classes C  e B, eram tal e qual as hoje existentes: Classe C – provas de Legislação, Técnica e ética Operacional; Classe B - provas de Legislação, Técnica, ética Operacional, radioeletricidades, recepção e transmissão de CW. As provas para promoção a classe "A" eram de: Legislação, Técnica, ética Operacional, radioeletricidades, recepção e transmissão de CW, Hoje para a nossa classe mais importante que é a classe A, que permiti o radioamador operar e utilizar em todas as bandas e espectros, houve uma grande mudança, para a promoção para a Classe A Essa promoção ficou restrita apenas a uma prova de radioeletricidade. É verdade, foram extintas as demais provas e só é exigido exame de radioeletricidade para essa classe.
De 1970 para 2015, passados mais de 45 anos, mudou muita coisa no mundo, principalmente no universo das comunicações, só não mudou nada com respeito ao ingresso e promoções no radioamadorismo. No biênio 2014/2015, a LABRE.CE inscreveu para exames junto a ANATEL em números redondos 500 candidatos. Deste total 480 fizeram exame para classe C, e somente 20 pleitearam promoção para a classe A.
Fazendo uma pesquisa na faixa de VHF, que abriga a maioria dos radioamadores da atualidade, quase todos classe C, constatamos que seu desejo maior é passar a operar em HF na banda dos 40 metros, é isso mesmo, a faixa com que sonha o futuro radioamador e o radioamador classe C é a dos 7.000 kHz, ou seja a banda de 40 metros.
A linguagem telegráfica é de suma importância para a comunicação universal haja vista que a utilização do código Q através do sinais do CW permiti a comunicação entre todas as línguas. Hoje em dia, para melhor explicar, são poucos os radioamadores, principalmente do Brasil, que operam em CW, não sabendo eles o que estão perdendo. Por isso que é importante, que aqueles autênticos radioamadores, conservem sempre a tinta fresca do cwdablismo no radioamadorismo.
O CW é lindo, mais também é apenas uma importante modalidade de transmissão que pode ser feita pelo computador com também são as transmissões de radio pacote, SSTV, EQSO, ECHOLINK e várias outras modalidades de transmissões digitais
Já que não está existindo exame para a classe B, porque continuamos com a mesma sistemática vigente do século passado. Porque não evoluímos e excluímos a prova de recepção e transmissão de CW como acesso ao radioamador para classe B e voltaríamos a fazer essas provas de recepção e transmissão de CW somente para a classe A.
Os dirigentes da ANATEL são a favor dessa mudança, tenho certeza, haja vista que nós não estamos extinguindo nada e creio só alguns radioamadores da intitulada velha guarda e alguns praticantes do radio competitivo ou seja operadores de DX, são contra essas mudanças. O Radioamador brasileiro nunca em tempo algum vai excluir o CW do seu currículo, embora exista na ANATEL licença especifica para os profissionais dessa área.
Dessa maneira estaríamos respeitando o critério das promoções da entre as classes do radioamadorismo.
O acesso a classe A tal como hoje só ocorreria por promoção, se o radioamador fosse aprovado, nos exames de Legislação, Técnica, Ética Operacional, Radioeletricidade e recepção e transmissão dos sinais do código Morse(CW).
O acesso a classe B ficaria sujeito as provas de Legislação, Técnica, Ética Operacional e Radioeletricidade, medindo assim a capacidade e a aptidão do candidato. A classe C não sofreria mudanças.
Que tal. Vamos trabalhar na aprovação desta ideia.
Pense bem amigo radioamador, sem classe B, que é a classe parideira, como é que vai existir a classe A.
Meu radio abraço, Daniel PT7VD.   

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