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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PEGA FOGO NO FUTSAL CEARENSE, DEU BOMBEIROS NAS DUAS FINAIS SUB-13 e SUB-15

Duas vezes Bombeiros no Campeonato Cearense de Futsal, Sub-13 e Sub-15

Terça (22) à noite ocorreram duas partidas pelas semifinais da categoria Sub-15 do campeonato cearense de futsal. A primeira partida entre BOMBEIROS 4 x 3 INTERNACIONAL (JOGO NORMAL 2 X 2 e PRORROGAÇÃO BOMBEIROS 2 X 1 INTERNACIONAL) e a segunda entre AD.NOTA DEZ/CAUCAIA 5 X 1 BNB. Ficando os dois vencedores entre os times dos BOMBEIROS X AD. NOTA DEZ/CAUCAIA, para a decisão do ano de 2011 com data para o dia 29 de Novembro Ginásio Paulo Sarasate 16hs. SERÁ UMA GRANDE DECISÃO. Já o sub-13 decisão sábado dia 26 de Novembro, local faculdade católica 11hs.

O bom time do Internacional


O adversário do sub 15 Caucaia

Detesto clichês, mas desse, não dá para escapar: o jogo entre Bombeiros e Internacional foi uma final antecipada. É claro, que não quero faltar com o devido respeito à excelente equipe do Caucaia, que também chegou à final (a verdadeira) com todos os méritos, derrotando a competente equipe do BNB. A verdade, porém é que, dificilmente a final de verdade terá tantas emoções quanto a “final antecipada”.

Antes de continuar o relato gostaria de avisar aos leitores que, por respeito a todos os jogadores que atuaram e também pelos que não atuaram nesse jogão de bola, evitarei propositalmente citar os nomes dos mesmos. Dessa forma vocês poderão apreciar o valor do time pelos atributos que realmente importam: o conjunto, a coletividade, a disposição, a confiança e a superação. A tarefa não era fácil. O time do Internacional foi o mesmo time que desclassificou o time dos
Bombeiros na Copa Metropolitana deste ano. Naquela ocasião ganhou com propriedade e mesmo entre os vencidos não faltaram aqueles que enalteceram a qualidade dos vencedores (como todo bom esportista deve fazer).

O heroi do jogo, Renan


O time do Internacional chegou cercado de favoritismo e trouxe uma torcida numerosa, entusiasmada (talvez um pouco até demais) e confiante. Para completar, o Internacional tinha a vantagem do empate (na prorrogação).
Mas, e o jogo, como foi?
Bom, o jogo começou com as duas equipes partindo para cima (como se diz no jargão esportivo). Não demorou muito e o Internacional abriu o placar aproveitando uma cobrança de falta com jogada ensaiada, um tocou pro outro, que chegou batendo forte e o goleiro Jonathan fazendo uma linda defesa, mas dando rebote que foi bem aproveitado por um ala que estava mais avançado e a defesa dos bombeiros plantada na área numa falha de principiantes.

Torcida delirante. Gritos de apoio. Gritos de desafio. Gritos de galhofa e Gritos de guerra de uma torcida vibrante como a do Internacional do pantanal se postava em quadra na noite em que o sorriso chorou. Os minutos passavam, e o time dos bombeiros cercava, mas não chegava, e o Internacional pressionava, mas não abria mão de controlar o ritmo do jogo.
A suplência dos bombeiros foi acionada e aos 10 minutos de jogo, aproximadamente, saiu o empate. Numa arrancada pelo ala esquerda do ataque, com atleta Renan dos bombeiros que avançou para área defensiva, em uma reta, sem tomar conhecimento dos dois adversários, fazendo assim, o gol do empate, os bons jogadores do time do Internacional bem que tentaram impedir no avanço para chutar cruzado, mas, metro e meio antes da marca do escanteio, no canto esquerdo do goleiro, surge o gol do empate, dando esperanças de vitória na partida, mas ainda dominava o jogo o bom time do Internacional.

Nem mesmo após o gol sofrido o Internacional não mudou sua estratégia, cadenciava o jogo sem muitas pretensões de lançar-se ao ataque, confiando-se na vantagem que tinha. Ora, essa vantagem do empate pode ser enganosa. Muito favoritismo já foi destruído justamente por se escorar nessa vantagem ilusória!
Pois, aos 13 minutos (mais ou menos) após roubar uma bola na saída do time adversário, os Bombeiros tomaram a dianteira do jogo com João Paulo fazendo 2 a 1. Um minuto após o gol dos bombeiros, a reação do Internacional. Com relativa facilidade eles chegaram ao segundo gol aproveitando novo momento de desatenção da defesa dos Bombeiros e a falha do goleiro Jonathan em uma jogada pela esquerda deixando mais um vez a expectativa do Internacional empatando em 2 a 2. O Internacional queria despachar os Bombeiros sem fazer esforço. Impôs novamente o ritmo lento do chumbo derretido. Toque de bola pra lá, toque de bola pra cá, toque em profundidade, na expectativa de mais um gol, algumas bolas rifadas, achando que faria logo o terceiro gol, coisa que não aconteceu.

Assim terminou o primeiro tempo. (2x2)

Em meio a incertezas e muita apreensão começou o segundo tempo. Se por um lado a torcida do Internacional era só alegria e algazarra, do outro lado a torcida dos Bombeiros sofria calada. O time, entretanto, voltou mais aguerrido ao combate. Não sei o que os treinadores falaram
durante o intervalo, mas com certeza funcionou, pois a motivação dos atletas nunca esteve tão grande.

Comentar o segundo tempo é fácil. Foi um tempo em que só um time atacou, os Bombeiros se lançavam ao ataque enquanto o Internacional se defendia (muitíssimo bem, por sinal). Aos poucos, a cada ataque rechaçado, a cada bola cortada, a cada defesa do
bom goleiro do pantanal (e foram muitas e foram difíceis), a equipe do Internacional ia erodindo as chances dos Bombeiros e confirmando sua vantagem do empate para a prorrogação.

Assim terminou o segundo tempo, começou o primeiro tempo da prorrogação.
A estratégia dos times não mudaram, cristalizou-se. O Internacional defendia o empate com unhas e dentes e os Bombeiros atacavam incessantemente até que, aos quatro minutos da prorrogação, de uma cobrança de escanteio, nasceu o gol que
colocou o Internacional na liderança do jogo. O atleta do Internacional foi esperto. Ao bater o escanteio bateu direto para o gol. Não seria gol se não tocasse em ninguém, mas tocou. O goleiro Jonathan (que vida difícil é a de goleiro), todo reflexo, pulou na bola falhando mais uma vez. Naquele átimo de segundo, ele percebeu o erro, mas já era tarde. Ele tocou na bola. Gol legítimo. Placar: 3 a 2. Torcida em transe. Se antes os torcedores tinham certeza da classificação, agora tinham certeza da vitória. Faltando 1 minuto para o término do primeiro tempo da prorrogação mais os cinco minutos do segundo tempo, a tarefa dos Bombeiros era fazer dois gols.

BOMBEIROS SEMPRE BOMBEIROS....

Mas, como fazer dois gols em 6 minutos? Se não haviam feito nenhum durante todo o 1º tempo da prorrogação? Os ataques dos Bombeiros sucediam-se como ondas na areia da praia. O Internacional permanecia tal qual o rochedo, suportando as fustigadas. Mas eis que, no segundo tempo, surgiu uma possibilidade. O Internacional, de tanto defender, ficou carregado de faltas. No meio do segundo tempo o Internacional cometeu a sexta falta. Falta aberta da linha de dez metros para os Bombeiros. Quem segue para bater? Bom, o leitor que teve paciência de ler até aqui, vai me perdoar por abrir uma exceção numa regra que eu mesmo criei. Quem seguiu para bater pelos Bombeiros foi o atleta Renan. Um gigante na partida. Foi ele quem fez o primeiro gol dos Bombeiros – aquele em que ele saiu em disparada pela ala esquerda, defesa-ataque non stop.

Seguiu, posicionou a bola, tomou distância e bateu. Foi um bombom, como dizem os
torcedores, um balaço no canto esquerdo. Indefensável. Placar: 3 a 3. Subitamente os Bombeiros renovaram as esperanças. Renan havia mostrado um caminho. A torcida do Internacional pressentindo passou a atacar a arbitragem. E os Bombeiros atacavam, exploravam jogadas individuais, segurava a bola na expectativa de outra falta. Ela veio poucos segundos depois da primeira. Apreensão total das torcidas. Quem seguiria
para bater? Ele, Renan, de novo. Confesso que fiquei apreensivo. Será que ele teria tanto sangue-frio assim?

Eu ouvi o conselho de um dos técnicos ao jogador. A simplicidade do conselho não me deixou tranqüilizado, me deixou mais tenso. - Só coloca a bola pra dentro. Foi esse o conselho. Como assim, não tá faltando nada nessa instrução não? Não precisava. Bastava colocar pra dentro, com força, muita força de preferência e foi exatamente o que ele fez, dessa vez no canto direito. Placar: 4 a 3. Torcida finalmente calada, quieta.

O ataque mudou de lado assim como a defesa. Os Bombeiros defendiam sem descuidar das
faltas (pois também estavam pendurados). Faltava 1 minuto para o término da partida e todos estavam de pé no ginásio do quartel dos Bombeiros O Internacional que jogou com o regulamento debaixo do braço, claramente buscando o
empate, agora se desesperava tentando um gol salvador. Mas a defesa dos Bombeiros é ótima. É a menos vazada do campeonato. Até esse jogo havia sofrido apenas 5 gols. Nesse jogo levaram três gols de forma atípica e não estavam dispostos a levar mais nenhum. Passaram o cadeado e jogaram a chave fora.

O GOL DA VIRADA RENAN

Os segundos que restavam foram tensos, mas o jogo terminou confirmando a presença de
uma dobradinha nas finais do Campeonato Cearense de Futsal – 2011. O Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará será representado pelas categorias Sub-13 e Sub-15.
Quem estava lá viu, quem não estava não verá mais. Terá de se contentar com essa pobre narrativa ao leitor deste blog.

Arbitragem excelente
,



Correspondente: Gustavo Castelo

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