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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Corpo de cinegrafista é velado no Rio


Gelson Domingos morreu durante operação policial na Zona Oeste.



Patrulhamento na Favela de Antares segue reforçado após confronto.
O corpo do cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos da Silva está sendo velado na manhã desta segunda-feira (7) no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Gelson morreu no domingo (6) com um tiro no tórax durante cobertura de uma operação policial na Favela de Antares, na Zona Oeste. Ele usava um colete à prova de balas quando foi atingido. O enterro do cinegrafista está previsto para as 14h, no mesmo local.

"Está todo mundo triste. Meu irmão era muito querido", disse o irmão da vítima, Paulo Domingos. "Meu irmão era trabalhador, honesto, amava o que fazia. É uma profissão de risco, gostaria de pedir que melhorassem os equipamentos, para que outros não venham sentir a mesma dor da nossa família", disse o outro irmão de Gelson, Ricardo Domingos.

Familiares, amigos e colegas de profissão fizeram uma oração em homenagem a Gelson Domingos durante o velório. O companheiro de trabalho, que acompanhava o cinegrafista na cobertura, lembrou que no domingo Gelson estava mais calado, diferente do que era de costume, e rezava baixinho o tempo todo em que seguiam o comboio da polícia. "Parece que estava pressentindo algo", contou. "Ainda é muito difícil acreditar que isso aconteceu", disse Ernani Alves, bastante emocionado.

"Todo mundo está sofrendo muito com a família, os amigos, companheiros de trabalho na Bandeirantes, TV Brasil. O que nos cabe é rezar e orar com a família nesse momento tão difícil para todos nós", disse o vice-presidente do Grupo Bandeirantes, Frederico Nogueira.

"É um baque. Em quase 30 anos de profissão nunca enterrei um amigo morto no front. A cobertura jornalística no Rio é muito dura, muito pesada. É uma dor que não tem tamanho. Nunca pensei em estar desse lado da notícia. Era uma tragédia anunciada, algum de nós ia cair. A gente não sabe quem será o próximo. A gente não sabe como vai ser o amanhã. Será que temos que dar um passo à frente ou recuar? O Gelson era um profissional superexperiente, detalhista, apaixonado pelo que fazia, brincalhão e doce", disse, emocionada, a jornalista Deise Marçal, que trabalhava com Gelson havia 4 anos na TV Brasil.

O presidente do sindicato dos radialistas do estado do Rio, Miguel Walter Costa, também lamentou a morte do amigo. "E uma perda irreparável, como profissional, ser humano e amigo. Ele era um cara alegre, brincalhão e extremamente profissional", lembrou Costa, acrescentando que Gelson foi diretor do sindicato por dois mandatos.
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http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/11/corpo-de-cinegrafista-e-velado-no-rio.html

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