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domingo, 15 de novembro de 2009

A RODADA DAS AFLIÇÕES, ANALISE JUDICAEL JACÓ

JUDICAEL JACÓ ESCREVE PARA VOCÊ LEITOR DO BLOG DO JONES CAVALCANTE TODA FINAL DE RODADA. LEIA COM ATENÇÃO


Amigos desportistas.
Chegamos ao final de mais uma rodada do Campeonato Brasileiro da Série “B”, edição de 2009. Após esta, no caso a 36ª e antepenúltima rodada, as duas maiores torcidas do Estado encontram-se diante de angustiantes aflições. Por motivos opostos, sabemos, mas mesmo assim angustiantes e aflitivos.
O Fortaleza, o glorioso Tricolor de Aço, neste ano não está fazendo jus a este codinome. Apresentou, durante todo o campeonato, uma regularidade decepcionante, mesmo com os esforços realizados pela Diretoria, que resultaram em mudanças de treinadores e contratação de “PACOTES” de jogadores emergenciais que tinham, pela forma intempestiva de sua consecução, poucas chances de darem certo, como de fato não deram. A situação do “Leão do Pici” é muito difícil e não depende só de seus resultados para evitar o decesso e, se dependesse somente dele, o seu retrospecto, por si só, não melhoraria este estado de aflição de sua grande massa de admiradores. Embora não esteja matematicamente rebaixado, os resultados da 37ª e 38ª rodadas poderão definir esta situação sem que o Fortaleza possa evitar, mesmo ganhando das equipes do São Caetano e Paraná, dentro e fora de casa, respectivamente. Resta-nos, pois a nós torcedores do Futebol Cearense torcer para que os Deuses do Futebol possam, de alguma forma, conspirar para que as poucas esperanças se transformem em realidade.
Por outro lado, a torcida do Glorioso “VOVÔ”, o mais querido do Nordeste Brasileiro, vive a angustiante aflição ver os seus briosos ídolos conseguirem o tão sonhado acesso à Série “A” do futebol pentacampeão mundial. Nesta rodada, diante de mais de 56.000 torcedores, sendo 51.399 pagantes e 3.934 crianças menores de 12 anos, o Ceará buscou, de forma valente, um empate diante da equipe do Guarani paulista, após ficar por duas vezes em inferioridade no placar e passar, o Castelão, por dois apagões com duração superior a 60 minutos. Com o resultado, manteve-se o Glorioso Alvinegro entre os quatro primeiros da série “B” e dependendo apenas de seus resultados para chegar ao seu intento.
O Guarani veio com proposta apenas defensiva, explorando a necessidade do Ceará de vencer diante da grande massa de torcedores que praticamente lotou o Castelão. Com isso, foi calculista e não teve vergonha de respeitar o Ceará e retrancar-se, ficando a esperar pelos erros de marcação que seriam cometidos pela ânsia de marcar o gol que tomaria conta da equipe do Ceará à medida que o tempo fosse passando. E esses erros foram cometidos e, em duas ocasiões, o “Bugre Campineiro” marcou e quase complica a vida do Ceará dentro da competição. O Alvinegro Alencarino teve amplo domínio do jogo, atacou de forma resoluta, no entanto, finalizava pouco e mau. O elenco de jogadas ofensivas do Ceará precisa ser ampliado, já que o atual não vem dando bons resultados. As jogadas de linha de fundo com bolas alçadas na área, contra defesas bem postadas e altas, a mim me parece pouco objetivas. Faltam arremates de médias e longas distâncias que obrigam o adversário a avançar a marcação e desestruturar o esquema de retranca. Convém lembrar que a situação da equipe dentro da competição é muito boa, mercê de sua regularidade positiva, principalmente, a partir da 6ª rodada, dependendo apenas de seus resultados para atingir o objetivo projetado. Comentários aos leitores e amigos do blog do Jones Cavalcante.
Judicael de Almeida Jacó.

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