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terça-feira, 17 de novembro de 2009

ERROS DE ARBITRAGEM OU CONSPIRAÇÃO

                                            O RECADO DO COMENTARISTA DA RÁDIO CLUBE FORTALEZA 1.200-AM, JUDICAEL JACÓ

No atual Campeonato Brasileiro (2009) estamos diante de muitos fatos novos. Digo estamos, referindo-me a nós torcedores das equipes representantes do futebol cearense. Em primeiro lugar destaco a performance do Icasa de Juazeiro do Norte que, de forma brilhante e silente, conseguiu o acesso à série “B” do certame nacional. Mesmo sendo uma equipe do interior do Estado, nada se conspirou contra ela, mesmo quando enfrentou e eliminou ao Paissandu de Belém do Pará, que já participou da série “A” e até já disputou a Copa Libertadores da América. Quando observamos a trajetória do Fortaleza, equipe que, nos últimos anos, tem conseguido os melhores resultados no âmbito nacional, percebemos as críticas direcionadas à administração do clube que trocou muito de treinadores e contratou, de forma errada, “Pacotes” de jogadores que quase nada acrescentaram em qualidade ao elenco já existente. Desta forma, encontra-se em situação muito difícil na competição, correndo sério risco de ter confirmado o decesso para a série “C”, posição jamais imaginada pela grande legião de torcedores, em face de sua importância no cenário regional e, por que não dizer, no cenário nacional. No que se refere à campanha do Ceará Sporting Club, notamos muita euforia, já que a equipe, ao contrario de outros anos, realiza uma campeonato primoroso, mormente após a contratação do Técnico Paulo Cesar Gusmão quando, após uma seqüência impressionante de vitórias, passou a freqüentar o grupo das quatro equipes que se classificam para a série “A” (G-4), de onde não saiu mais. Os jogos do Ceará passaram a ser importantes e tiveram sua visibilidade aumentada, fato que eleva também a responsabilidade de todos os quantos neles trabalham. Vamos, pois nos ater aos árbitros que trabalharam em seus jogos. O primeiro grande erro de que o Ceará foi vítima aconteceu no jogo de ida contra o Paraná, que empatou no final, com um jogador que estava impedido. Contra o próprio Paraná, no jogo de volta aconteceu o famoso gol de mão. Contra a Portuguesa, em São Paulo, foi marcado um pênalti duvidoso, que dividiu opiniões – eu entendo que houve a falta, ... É provável que outros erros tenham acontecido, mas que agora não vem ao caso citá-los. Quero realçar que acredito em erros de arbitragem, por falta de maturidade de muitos árbitros, em razão dos critérios de aprovação no exame físico determinado pela Comissão Nacional, que prioriza os “corredores” em detrimento de outros árbitros mais técnicos – que conhecem os atalhos do campo de jogo e estão sempre bem posicionados – e mais experientes, que suportam mais facilmente as pressões dos grandes centros. Tenho ouvido jornalistas importantes e de muita credibilidade na crônica esportiva do Estado defendendo a idéia de que a CBF prefere ter, na série “A”, equipes dos Estados mais centrais, em razão dos custos e outras coisas mais. Respeito estas posições, mas as contesto por entender que o mais importante para todas as entidades que gerem esportes de massa é a presença de público nas arenas de competição. Este público, principalmente o mais jovem, é que garante a continuidade do esporte. Há jogos nas diversas séries do Campeonato Brasileiro com presença irrelevante de torcedores. Acredito eu que esses clubes só estão disputando a competição por terem conseguido, no campo, este direito. E é isto que estamos torcendo, com muito entusiasmo, que o Ceará consiga, de forma matemática e definitiva, já neste sábado diante da Ponte Preta de Campinas. Comentário escrito para o Blog de Jones Cavalcante. Judicael de Almeida Jacó.

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